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JPMorgan eleva Cury e Direcional a compra e rebaixa MRV a neutra; CURY3 e DIRR3 sobem
Resumo:A preferência do JPMorgan continua concentrada nas incorporadoras voltadas ao segmento de baixa renda
O JPMorgan revisou suas estimativas para o setor de construção residencial no Brasil e elevou a recomendação de Cury (CURY3) e Direcional (DIRR3) para overweight (equivalente à compra), enquanto rebaixou MRV (MRVE3) para neutra. Por volta das 10h55 (horário de Brasília), DIRR3 subiam 4,07%, cotadas a R$ 12,80, enquanto CURY3 avançavam 3,17%, a R$ 29,89. MRVE3, por sua vez, tinha ganhos mesmo com a ação rebaixada: a alta era de 0,75%, a R$ 5,38, no mesmo horário.
Além disso, o banco reduziu em média 11% dos preços-alvo para dezembro de 2026, refletindo um aumento de 0,5 ponto percentual no custo de capital e revisões negativas nas projeções de lucro para algumas construtoras.
A preferência do JPMorgan continua concentrada nas incorporadoras voltadas ao segmento de baixa renda, como Tenda (TEND3), Direcional (DIRR3) e Cury (CURY3), diante do cenário de juros elevados por mais tempo no Brasil e das avaliações consideradas atrativas, com múltiplos de preço sobre lucro (P/L) em torno de 6,5 vezes para 2026 e 5,5 vezes para 2027.
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Cury (CURY3)
O JPMorgan elevou a recomendação para overweight e preço-alvo de R$ 43,50 para as ações da Cury, citando um potencial de valorização de cerca de 50% até dezembro de 2026. O banco destaca o valuation atrativo, com as ações negociando a 7,2 vezes o lucro projetado para 2026 e 6,1 vezes o estimado para 2027, além de um dividend yield esperado de 9% neste ano.
Os analistas também ressaltam que a Cury apresenta o maior retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) entre as incorporadoras cobertas, com projeção de 82% para 2026, mantendo um histórico consistente de rentabilidade entre 50% e 80% nos últimos quatro anos.
Direcional (DIRR3)
A Direcional (DIRR3) foi elevada pelo JPMorgan para overweight (compra), com potencial de valorização de aproximadamente 55% e valuation considerado atrativo. O banco afirma que a incorporadora é sua segunda empresa favorita do setor, sustentada pela possível valorização de seu banco de terrenos em Belo Horizonte, caso seja aprovada a nova lei de zoneamento da cidade, e pela parceria com a MDNE para desenvolver projetos habitacionais de baixa renda no Nordeste.
Na avaliação dos analistas, essas duas iniciativas podem adicionar cerca de R$ 1 bilhão por ano em Valor Geral de Vendas (PSV). O JPMorgan também projeta expansão contínua das margens da companhia e vê potencial adicional na Direto, subsidiária de serviços financeiros desenvolvida em parceria com a XP.
Tenda (TEND3)
A Tenda segue como a principal recomendação do JPMorgan no setor, com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 48,50, destacando potencial de valorização superior a 60% até dezembro de 2026.
O banco destaca a recuperação consistente da operação principal, com lucro líquido anualizado próximo de R$ 600 milhões no primeiro trimestre, desconsiderando os efeitos das operações de hedge, além do potencial de geração de valor da Alea, subsidiária especializada em casas pré-fabricadas em wood frame.
Entre as empresas de baixa renda, a Tenda negocia ao menor múltiplo da cobertura do banco, com P/L de 5,4 vezes para 2026, abaixo de Cury e Direcional.
MRV (MRVE3)
O JPMorgan rebaixou a recomendação da MRV para neutra, com preço-alvo de R$ 7, decorrente de uma revisão significativa para baixo das estimativas da subsidiária americana Resia, que, segundo o banco, deverá registrar perdas adicionais para executar seu plano de desinvestimento. Com isso, o JPMorgan reduziu em 70% sua projeção de lucro por ação para 2026 e em 35% para 2027.
Apesar disso, o banco destaca que a ação negocia a apenas 4,1 vezes o lucro projetado para 2027, um dos menores múltiplos da cobertura. A MRV também continua sendo a empresa mais alavancada do setor, com dívida líquida equivalente a aproximadamente 102% do patrimônio líquido ao final do primeiro trimestre de 2026.
Cyrela (CYRE3)
O JPMorgan manteve recomendação neutra para Cyrela (CYRE3), com preço-alvo de R$ 29,50.
Apesar da avaliação considerada barata, negociando abaixo do valor patrimonial, o banco entende que faltam catalisadores de curto prazo e que o cenário macroeconômico deve continuar limitando o desempenho das ações.
Eztec (EZTC3)
A Eztec (EZTC3) também segue com recomendação neutra e preço-alvo de R$ 17. Embora a companhia apresente forte crescimento nos lançamentos, o JPMorgan acredita que os juros elevados devem continuar pressionando a demanda por imóveis de média e alta renda.
O banco também aponta riscos relacionados ao elevado estoque de imóveis prontos e à venda da torre Esther, incluída em seu preço-alvo.
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